Entenda as diferenças entre a vacina de Oxford e a Coronavac

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As duas vacinas contra a covid-19 aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Coronavac e de Oxford, foram autorizadas  por meio de votação – com cinco votos a zero – no Brasil para uso emergencial. A primeira foi produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan; enquanto a segunda foi desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca junto a Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Diferente do que muita gente pensa, a diferença entre os dois imunizantes não é o lugar de onde eles vieram, mas sim a sua tecnologia. A chinesa usa o vírus inativado e a europeia utiliza o vetor viral.

CoronaVac: 50,38% de eficácia

O vírus inativado usado na vacina para gerar imunidade ao ser humano, mesmo sem o deixá-lo doente, além despertar no organismo uma memória de como proteger o indivíduo da doença. Desenvolvida há cerca de 70 anos, cientistas e pesquisadores recorrem à tradicional tecnologia.

Segundo o Instituto Butantan, para conquistar o máximo de eficácia são necessárias duas doses, em um intervalo entre 14 e 28 dias.

Oxford: 70,4% até 90% de eficácia

O vetor viral recombinante é usado no imunizante na forma enfraquecida de um adenovírus que provoca resfriado em chimpanzés, mas que não provoca doença em humanos. A vacina ChAdOx1 foi adicionada ao material genético usado na produção da proteína “pico” do Sars-CoV-2, a que ele usa para invadir células, provocando os sintomas.

De acordo com cientistas britânicos, o imunizante possui eficácia média de 70,4%, com 21 dias após a primeira dose. Isso significa que 7 a cada 10 pessoas vacinadas apenas com a primeira dose da vacina de Oxford ficam protegidas 21 dias depois. Quando uma segunda dose é aplicada 12 semanas após a primeira, esse número pode chegar a 100%, diz a AstraZeneca.

Ambas as vacinas não registaram efeitos adversos graves. Dor local da injeção, febre e dor de cabeça de intensidade ou moderada foram os efeitos mais comuns.

Com informações do jornal NH

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