Governo do Estado autoriza retorno das aulas em 70% dos municípios. Na Calha Norte não é recomendado

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A partir da próxima terça-feira (1º), 100 dos 144 municípios do Pará estão autorizados a retomar as aulas presenciais nas redes pública e privada. Os municípios da Calha Norte depende exclusivamente da autorização de cada prefeito, mas o Governo do Estado aconselha não retornar as aulas.

A medida, anunciada na noite de quinta-feira (27) abrange os ensinos infantil, fundamental, médio e superior. Segundo o decreto estadual, a autorização só vale para os municípios classificados com as bandeiras amarela, verde e azul, segundo a análise de risco de contaminação pela Covid-19 realizada pelo governo do Pará.

A classificação em bandeiras foi um critério adotado pelo governo do estado para definir os níveis de risco de contágio pelo novo coronavírus. A divisão faz parte do plano “Retoma Pará”, que prevê a reabertura gradual das atividades econômicas no Estado.

Durante o plano, o governo do Pará utilizará bandeiras para sinalizar as cinco fases de reabertura. Segundo o Governo, o estado foi dividido em zonas, que foram classificadas de acordo com a taxa de leitos de UTI disponíveis, taxas de testes e índice de contágio da doença em cada região.

Segundo os critérios determinados pelo Governo, cada região do estado foi enquadrado entre:

Risco Alto (bandeira vermelha) – municípios com taxa de transmissão alta e baixa capacidade do sistema de saúde.

Risco Médio (bandeira laranja) – municípios com taxa de transmissão média e média capacidade do sistema de saúde.

Risco Intermediário (bandeira amarela) – Municípios paraenses com taxa de transmissão intermediária e média capacidade.

Risco Baixo (bandeira verde) – Municípios com taxa de transmissão baixa e alta capacidade do sistema de saúde.

Risco mínimo (bandeira azul) – Município com taxa de transmissão mínima e alta capacidade do sistema de saúde.

As regiões do Baixo Amazonas, Xingu, Araguaia e Tapajós foram classificadas com bandeira laranja, de risco médio de contágio pela Covid-19. Por conta disso, as escolas desses locais ainda não poderão voltar ao ensino presencial.

De acordo com o procurador-geral do estado, Ricardo Sefer, apesar de estarem autorizadas a abrir, cabe às prefeituras de cada município e aos diretores das escola decidirem se voltam ou não com as atividades presenciais. Caso alguma escola decida não retornar as atividades, as aulas devem ser oferecidas em regime remoto.

“O retorno não é obrigatório nem para as escolas, nem para os alunos. Eles podem optar por outra data. Para aquelas escolas que optarem pelo retorno, devem, obrigatoriamente, fornecer ao aluno a possibilidade de não retornar e dar continuidade ao ensino na modalidade remota. A escolha de ir ou não para a aula presencial, é do estudante, é dos pais dos alunos, caso se sintam confortáveis e seguros”, complementa Sefer.

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