Vereadores de Monte Alegre exigem sessões presenciais e câmara não consegue se adequar à tempo

0

Os trabalhos das sessões da Câmara de vereadores de Monte Alegre estão suspensas por conta de um impasse, em que 11 vereadores optaram para não fazer de forma remota e querem sessão presencial. Por conta disso, a Câmara precisa se adequar com as medidas de proteção para os servidores e vereadores, o que gerou insatisfação de alguns vereadores que querem o retorno dos trabalhos e culpam a presidente pela demora do retorno as atividades presenciais.

Na última segunda-feira, 24, pelo menos cinco vereadores foram para frente da Câmara Municipal pedir que fosse aberta para realizar a sessão presencial. Os parlamentares questionam a demora em realizar as adequações, pois aprovaram uma resolução para voltar as sessões presenciais no dia 11 de agosto, e se foram duas semanas e a Câmara não foi preparada para realizar os trabalhos presenciais. De acordo com o vereador João Tomé, as sessões deveriam iniciar no dia 17 passado, mas pouco antes de iniciar a Secretária da câmara mandou uma mensagem que as adequações não conseguiram ser feitas e que retornariam os trabalhos na segunda-feira, dia 24, “quando foi hoje (dia 24) a mesma coisa, não tem sessão porque não conseguiu adequar a câmara. Poxa custa R$ 2 uma luva, R$ 3 uma máscara, álcool gel tem aí, o quê é que ela quer adequar fazendo licitação, se nós temos até R$ 20 mil para comprar sem licitação”, disse João Tomé, salientando que existe um processo pedindo a cassação do mandando da presidente e que, a câmera está há mais de 4 meses sem sessão presencial “só para não correr o risco de ser cassada”.

O vereador Jean Vasconcelos disse que acha um absurdo fazer essa adequação por se tratar de uma questão transitória, “é uma questão rápida, para poucos dias, uma adequação que pelo que tudo indica tá acima de R$ 20 mil a compra desse material e, eu vejo que é uma despesa desnecessária, enquanto o nosso município, a nossa população está precisando de assistência do setor de saúde, na questão social, nós poderíamos utilizar esse recurso e repassar para Prefeitura, exemplo do que já foi feito o repasse de R$ 200 mil”, argumentou o Jean, e disse “não vejo por que necessidade de comprar mesas e cadeiras, nós temos consciência, tá todo mundo aqui de luva, máscara, álcool em gel”.

Procurada pela reportagem da Tribuna da Calha Norte, a presidente da Câmara, vereadora France Vasconcelos disse que, no dia 11 de agosto os vereadores apresentaram um projeto de resolução, assinado por onde 11 vereadores pedindo a revogação da resolução que estabelecia a implantação das sessões remotas, ou seja, não aceitam mais fazer as sessões online e querem o retorno das sessões presenciais. France ressalta que nesse mesmo projeto de resolução, os vereadores pedem no parágrafo único para que a presidência faça as adequações no plenário da câmara como medidas sanitárias necessárias para dar segurança aos parlamentares.

“No parágrafo único, ele também estabelece que a gente tem que dar um espaçamento de 1,5 metros entre cada pessoa que esteja dentro do plenário e, todos nós sabemos que o plenário da câmara mede 6,70m por 8,90m. Então, dentro do plenário nós temos dificuldade de dar espaçamento de 1,5m, que está sendo exigido pelos vereadores através desta resolução que eles aprovaram”, ressalta a presidente France Vasconcelos, dizendo que os vereadores também estão pedindo os equipamentos de proteção individual, para que eles possam ter uma segurança para voltarem aos trabalhos. “Mediante aprovação desse projeto de resolução, imediatamente nós criamos o Comitê para análise do retorno gradual das atividades da câmara, muito embora já estejamos flexibilizando bastante o retorno das atividades”, disse France, salientando que “nós não temos como cumprir um prazo de 3 dias para adequar o plenário da câmara, porque nós precisamos cumprir isso que tá sendo exigido”.

Sobre a demora nas adequações na câmara para receber as sessões presenciais, France Vasconcelos disse que colocou a comissão de licitação da câmara, para que eles pudessem iniciar esse processo de compra e autorizou que fossem por dispensa de licitação, “a comissão iniciou um processo de compra onde se inicia pela cotação de preço nas empresas em Monte Alegre, foram consultadas e elas não têm todo esse material para entregar para câmara em um prazo curto. Diante dessa dificuldade, nós recorremos ao mercado em Santarém, que também foi feito cotação de preço lá e, para que as empresas possam fornecer e participar de um processo de compra, tem que fechar um contrato com a empresa e ela também precisa estar com todas as certidões em dia, tudo bonitinho”, explicou o motivo da demora a presidente, salientando que os vereadores são comunicados individualmente nos dias de sessões que não se concluiu o processo de adequação para realizar as sessões presenciais.

Os vereadores entraram com uma representação no Ministério Público porque no dia 11 de agosto foi aprovado o retorno das sessões presenciais e até o dia 24 continua os trabalhos paralisados.

Fonte – Beto Santarém

1 COMENTÁRIO

  1. Então eles pedem suspensao das sessões remotas, exigem estrutura de segurança para retomada das sessões presenciais a chamada q se resolve em 3 dias. Bem se vê que não merecem está onde estão. Pela fé !

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Por favor, preencha seu nome auqi