Tudo o que você precisa saber sobre o aumento de bumbum

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A gluteoplastia (ou cirurgia dos glúteos) vem se tornando cada vez mais popular. Cabe avaliar com o cirurgião os prós e contras das técnicas utilizadas

Alexandre Meira

Cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica MG

Num país como Brasil, no qual os contornos são muito valorizados, a gluteoplastia (ou cirurgia plástica dos glúteos) está cada vez mais popular. Nela, é possível dar maior pAK7yLuyW~Ҥrojeção à essa região, principalmente por meio de duas técnicas mais realizadas: inclusão de próteses de silicone e  lipoenxertia glútea, que é um enxerto de gordura retirado da lipoaspiração de outro local do corpo, e costuma gerar bons resultados estéticos, com poucas cicatrizes.

A indicação de cada uma vai se basear na estrutura física prévia do paciente e em sua expectativa em relação aos resultados. A lipoenxertia é um procedimento mais rápido e com pós-operatório que exige menos cuidados específicos e menores riscos de intercorrências locais.
O implante glúteo será necessário para as pacientes que pretendem um aumento mais significativo na região ou que não tem uma área doadora de gordura suficiente para o preenchimento desejado. Cabe ao cirurgião plástico analisar, junto ao paciente, a melhor indicação para cada caso, mostrando prós e contras de cada técnica.

O tempo médio do procedimento varia em torno de 3 a 4 horas, com anestesia que pode ser peridural com sedação ou geral, necessitando de  um dia de internamento, no caso do implante de silicone. Antes da cirurgia, o médico fará uma avaliação pré-operatória, com exame físico e exames de sangue, para detectar alterações que podem causar risco maior, como pressão alta, anemia ou risco de sangramentos.

O paciente deve ficar internado por 24 horas e permanecer de barriga para baixo nas primeiras 48 horas. Somente após esse prazo é permitido virar de lado. Uma semana depois, já é possível sentar-se. Esses cuidados podem variar um pouco, de acordo com a experiência e orientação de cada cirurgião.

No pós-operatório, o paciente terá que usar uma cinta modeladora durante um a três meses. Poderá haver dor nos primeiros dias, controlada com medicamentos.
A recomendação é que o paciente caminhe a passos curtos e sente-se, quando necessário, sobre superfícies mais rígidas, com a coluna ereta, evitando assim tensões sobre a cicatriz. Durante aproximadamente 10 dias, o mais indicado é que durma de barriga para baixo.

Nunca é demais reforçar que a escolha do cirurgião plástico é fundamental para a sua segurança e garantia de um  acompanhamento qualificado em todo o processo. Ele também dará a opinião sobre o tamanho ideal de prótese, de acordo com seu tipo físico.

Esse profissional precisa ter registro de especialidade no Conselho Regional de Medicina (o Registro de Qualificação de Especialista – RQE – que poderá ser pesquisado no site do CRM). Além disso,  deverá ser associado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, uma entidade afiliada da Associação Médica Brasileira, que é a responsável pela formação, titulação e supervisão  do especialista em Cirurgia Plástica.

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