Processo de reflutuação do Anna Karoline III iniciou no sábado, 21

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Elden Carlos

O comboio com a estrutura que vai realizar a operação de reflutuação do navio Anna Karoline III, iniciou a operação ontem sábado, 21, no rio Amazonas. A informação foi confirmada pelo porta-voz do Comitê de Gerenciamento de Crise do Estado, coronel Carlos Souza, que também é secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública.

O comboio para remoção é composto por guindastes, flutuadores e equipamentos de mergulho.

“É um processo que requer várias medidas de segurança que foram estipuladas no protocolo apresentado dentro do plano entregue pela empresa à Capitania dos Portos. De fato, começa a operação de reflutuação do navio. Estamos com toda nossa estrutura do Estado (AP) no local para acompanhar e auxiliar no que for preciso”, destacou o porta-voz.

Ainda no sábado, ocorreu a demarcação da área onde o trabalho será executado; a instalação de boias de contenção necessárias, caso haja vazamento de combustível; mergulhos de inspeção técnica para avaliar, por exemplo, o quanto o navio está enterrado na lama. Nesse caso, os mergulhadores poderão usar a técnica de jateamento, utilizada em garimpos, para retirar a lama acumulada e liberar o navio com mais facilidade durante a reflutuação; tamponamento da casa de máquinas e locais passíveis de vazamento de combustível; atracação da proa e popa e instalação dos flutuadores.

Essas são apenas algumas das medidas adotadas no sábado. “É necessário esclarecer que essa retirada acontece como se fosse uma escada, por onde se sobe degrau por degrau até chegar o mais próximo possível da margem. Quando a embarcação aparecer é que inicia o processo para colocá-la na posição normal, esgotar os compartimentos inundados para que ela flutue novamente. Assim, poderemos fazer a varredura completa da embarcação”, concluiu Carlos Souza.

O Anna Karoline III está a 12 metros de profundidade e a mais de 400 metros da margem do rio.

Além dos mortos, foram resgatados 51 sobreviventes do naufrágio. Com a retirada total do navio do fundo do rio, a expectativa é que pessoas ainda dadas como desaparecidas por parentes sejam localizadas em áreas do navio não acessadas pelas equipes de busca.

Como o número de passageiros da viagem que partiu de Santana, no Amapá, com destino a Santarém no Pará, era incerto por não haver lista oficial da embarcação, o governo estadual deixou de atualizar em 6 de março a quantidade de desaparecidos.

 

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