Durante seis meses foram confirmados 478 casos de sarampo no Pará

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O Pará registrou quase 500 casos de sarampo entre os dias 11 de agosto de 2019 e 22 de fevereiro deste ano, o dado é da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Segundo a Sespa, nesse período, foram notificados 1.266 casos no estado, dos quais 478 foram confirmados, 269 descartados e outros 519 seguem em investigação.

Até o dia 13 de março, a Sespa realiza campanha de vacinação contra o sarampo em todo o estado. A prioridade é para a vacinação de crianças e jovens de 5 a 19 anos.

A avaliação dos organismos de saúde é que em função da baixa cobertura, a doença voltou e tem feito vítimas fatais no Brasil e no Pará também.

A primeira vítima fatal no Pará foi uma menina de três anos de idade, do município de São Sebastião da Boa Vista, no Marajó, que contraiu o sarampo em Belém e morreu em 2019. A segunda vítima, também menina, tinha um ano de idade, era de Belém e foi a óbito na capital paraense.

Dos 478 casos confirmados, 105 foram em pessoas de 20 a 29 anos, 94 em jovens de 15 a 19 anos, 91 casos em menores de um ano de idade e 61 em crianças de um a quatro anos de idade. Os municípios com maior número de casos são Belém com 212, Ananindeua com 76 e Marabá com 68 casos.

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente contagiosa. Pois uma pessoa infectada pode transmitir para até outras 18 pessoas que não estejam imunes.

A diretora do Departamento de Epidemiologia da Sespa, Ana Lúcia Ferreira, ressaltou que a notificação de casos suspeitos de sarampo deve ser feita até 24 horas após o atendimento e o bloqueio vacinal seletivo em até 72 horas após o contato com o caso.

Sintomas 

Os sintomas iniciais do sarampo são febre, tosse persistente, irritação ocular e coriza. Em seguida, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte.

A transmissão ocorre diretamente de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração. A infecção também ocorre por meio de gotículas de secreções respiratórias (tosse, espirro etc.) com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas. A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação.

As principais recomendações são: procurar um serviço de saúde caso apresente sinais e sintomas de sarampo; procurar as salas de vacina para atualização da carteira de vacinação e/ou realizar vacinação contra o sarampo nas crianças menores de cinco anos; e, em caso de viagem para municípios, estados ou países onde estejam ocorrendo casos de sarampo, regularizar a situação vacinal 15 dias antes da viagem.

Fonte: Sespa

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