‘Talegal’ foi preso. Homem que vendia combustível clandestino para o Anna Karoline III

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A colocação de combustível, aliada ao mau tempo pode ter ocasionado o naufrágio.

Na tarde de terça-feira (3), o Grupamento Fluvial (GFLu), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), que presta apoio às ações de resgate no naufrágio do navio Anna Karoline III, prendeu Manoel do Carmo dos Reis, o ‘Talegal’, que confessou ter comercializado combustível clandestino para a embarcação em ocasiões anteriores ao acidente.

Policiais civis do Gflu e da Delegacia Fluvial chegaram ao acusado após ouvirem depoimentos de vítimas, relatando terem visto uma embarcação denominada “Albatroz” atracada ao navio Ana Karoline III fazendo transbordo ilegal de combustível. A atividade, aliada ao mau tempo, teria ocasionado o naufrágio.

Os agentes do sistema de segurança do Pará foram à casa de Manoel do Carmo dos Reis, conhecido por “TáLegal”, onde encontraram o barco pertencente ao acusado atracado em frente à residência, localizada na localidade Santa Maria, no município de Gurupá, na margem oposta do rio onde ocorreu o naufrágio.

“Nós chegamos até a casa do indivíduo, que confessou vender combustível e mostrou aos policiais o porão do barco, onde foram encontrados três tambores de 200 litros, totalizando 600 litros de diesel, além de uma motobomba usada para abastecimento. Verificou-se, também, que o barco estava com resíduos de óleo diesel derramado pelo porão. No local, Manoel disse que vende combustível em seu barco adquirido das embarcações que passam pela região, e que já teria vendido combustível, várias vezes, para o navio Ana Karoline III. Porém, ele afirmou que no último sábado não estava vendendo combustível ao referido navio, e que teria ido buscar mercadoria. Ainda segundo ele, como o mesmo afundou na hora da atracação, nem chegou a pegar a mercadoria que foi buscar porque o navio foi a pique”, informou o diretor do Grupamento Fluvial, delegado Arthur Braga, integrante da força-tarefa que trabalha no local do acidente.

Em depoimento, acrescentou o delegado, Manoel disse ainda que prestou socorro às vítimas, pois estava ao lado no momento do acidente, e que o combustível comercializado não tem nota fiscal porque foi desviado de embarcações que navegam pela região.

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